terça-feira, 4 de agosto de 2009

Reis de Espanha beberam "Terras do Avô"


O vinho branco madeirense "Terras do Avô" foi seleccionado para o jantar oferecido pelo Governo Regional da Madeira aos reis de Espanha, Juan Carlos e Sofia, aquando da sua visita oficial à Região Autónoma, a convite do Chefe de Estado português, Cavaco Silva. O monarca espanhol foi presenteado com o melhor da gastronomia madeirense, tendo sido ainda entronizado na Confraria do Vinho Madeira.
Os três dias de visita à Madeira de Juan Carlos e Sofia constituiram um excelente meio de promoção do nosso destino turístico, com o monarca espanhol sensibilizado com as questões de natureza política e social desta região ultraperiférica.
À mesa, foram servidas aos reis e comitiva, iguarias da gastronomia madeirense apreciadas pelo Chefe de Estado de Espanha.
O branco "Terras do Avô" já passou por diversas provas de fogo. Aguardemos serenamente pelo tinto.

domingo, 2 de agosto de 2009

Festival do Petisco no Porto Santo


O Festival do Petisco, organizado pela Câmara Municipal do Porto Santo e pela "Areal Dourado" terminou ontem, com um balanço positivo.
O certame que animou a "ilha dourada" durante sete dias, teve uma adesão significativa de visitantes que nesta altura do ano enchem o Porto Santo.
A promoção dos produtos de excelência da ilha foi o objectivo do evento gastronómico, perfeitamente alcançado segundo os organizadores.
Além dos petiscos locais como os chicharros fritos, pezinhos de porco e escarpiada, a oferta passava pelas iguarias regionais e nacionais, como a espada, carne vinha d'alhos, mexilhão e amêijoas.
Para o próximo ano, a Alameda Infante D. Henrique volta a receber o cartaz gastronómico da ilha dourada.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Semana gastronómica de Machico começa amanhã


A 24.ª edição da Semana Gastronómica de Machico começa amanhã prolongando-se até 9 de Agosto, organizado pela Câmara local e com um vasto programa de animação.
Seguindo os moldes do ano passado, o “cartaz” oferece dez noites de animação, num espaço de degustação das principais especialidades gastronómicas do concelho e da Região, das quais se destacam as lapas grelhadas, o atum (escabeche) e as castanhetas.
O evento contará com a presença de 12 restaurantes, sete bares e seis associações (culturais e desportivas), em representação das várias freguesias do concelho. Este ano, associa-se à semana gastronómica os novos restaurantes da Frente-Mar de Machico.
Do programa musical, os destaques vão para os concertos do brasileiro Martinho da Vila, amanhã à noite, do português Toy (5 de Agosto, quarta-feira) e do projecto Dennisa & The Boys (dia 8, sábado). Outros espectáculos ficarão a cargos de grupos regionais.
Paralelamente à animação musical, haverá fogo-de-artifício (dia 31) e uma nova edição do Festival de Cocktais (9 de Agosto), organizado pela Associação de Barmen da Madeira.

domingo, 12 de julho de 2009

Vinho e Bordado presentes na Expomadeira 2009


O Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, está presente na 26.ª Edição da Expomadeira, com o objectivo de promover e consolidar o conhecimento dos produtos regionais, com particular enfoque no Vinho e Bordado da Madeira.
O stand, no certame organizado pela ACIF, tem uma área de 54 metros quadrados e divide-se em três sectores - Vinho, Bordado e Projectos orientados pela Direcção Regional da Agricultura e de Desenvolvimento Rural e pela IGA.
Trata-se de um espaço com design orientado para dar continuidade à Campanha de Verão do Madeira com Gelo, onde o branco determina a frescura desta bebida, proporcionando também o contexto ideal para enquadrar o Bordado Madeira.
O Vinho Madeira Doce é o mais aconselhado para ser acompanhado com gelo e limão. Simples de preparar, é um aperitivo ou digestivo ideal para um encontro entre amigos, seja em casa num bar, ou mesmo num restaurante.
Ao longo dos dias da feira, serão dadas provas das 20h00 às 21h00. Para além da presença do Vinho Madeira, estarão em evidência os vinhos de mesa de qualidade produzidos na Região: o VQPRD “Madeirense” e o Vinho Regional “Terras Madeirenses”, branco, tinto e rosé. Serão ainda apresentados outros produtos regionais tradicionais, como os licores e o Mel de cana-de-açúcar e seus derivados.
No espaço Bordado Madeira impera o branco, impresso também nas peças, também elas brancas, leves, fazendo brilhar as formas puras do design.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Queijadas da Madeira


A doçaria madeirense acompanha a qualidade da sua gastronomia e constitui um excelente complemento para a degustação dos seus apreciadores. A sugestão que apresento constitui uma das mais apreciadas iguarias da doçaria regional, cada vez mais rara nas poucas confeitarias madeirenses. Desta forma, contribuo para a preservação de uma herança que o tempo teima em apagar.


Ingredientes:

170 g de farinha
1 c. (sopa) de açúcar
1 c. (sopa) de manteiga
0,5 dl de água

Para o recheio:
125 g de requeijão
75 g de açúcar
2 gemas
1 c (sopa) de farinha
manteiga q.b.

Começe por juntar o açúcar com a manteiga, envolvendo muito bem com a água deitada aos poucos. Amasse até ficar com a consistência desejada, de forma a poder estendê-la. À parte, prepare o recheio, juntando o requeijão (depois de passado por um passador), com açúcar, as gemas e a farinha. Bata tudo bem e leve a engrossar em banho-maria. Fora do lume, bata mais um pouco com as varas e deixe arrefecer. Em seguida, estique a massa. Corte pequenas quantidades, coloque em formas previamente untadas com manteiga e farinha. No interior, coloque um pouco do recheio. Tape com um disco ou tampa da mesma massa, puxe as pontas e sobre estas pincele com um pouco de manteiga. Coza em forno bem quente (180 ºC), cerca de 15 a 20 minutos.


Sugestão: Para atenuar o sabor do requeijão, adicione ao recheio, na altura de o preparar, raspa de 1/2 limão e 1 c. (café) de canela em pó.


Bom apetite!



Dourada com azeitonas


A dourada da Madeira é produzida em grande escala (cerca de 600 toneladas por ano), em cativeiro, nos mares do Caniçal e mais recentemente no Campanário. Apreciado pelas qualidades nutritivas, a dourada da Madeira é já comercializada no território nacional (através da cadeia Pingo Doce), em Espanha e na Venezuela. A sugestão que apresento, para duas pessoas, é económica, de fácil confecção e constitui uma excelente prato para ser consumido no Verão.

Ingredientes:
2 douradas
250 g de semilhas
70 g de toucinho fumado
50 g de azeitonas pretas
2 folhas de louro
1 copo de vinho branco seco
2 c. (sopa) de azeite
Sal e pimenta q.b.

Pré-aqueça o forno a 220 ºC. Coloque as douradas limpas e secas num tabuleiro. Descasque as semilhas, corte-as em rodelas finas e coza-as durante três minutos em água a ferver temperada com sal. Escorra-as e distribua-as no tabuleiro, sobre o peixe. Acresente o toucinho em tiras. Tempere com sal e pimenta e regue com o azeite. Leve ao forno por 10 minutos. Regue com o vinho, junte as azeitonas e as folhas de louro em pedaços. Deixe assar mais 15 minutos. Retire e sirva acompanhado com uma salada fresca de alface e tomate.

Bom apetite!

Salada de mariscos


Na Madeira os mariscos são sempre apreciados, mas no Verão assumem um especial período de degustação. A sugestão que apresento, para duas pessoas, é de fácil confecção e de equilíbrio calórico. Na reunião dos ingredientes, procure a melancia do Porto Santo, mais suculenta e saborosa do que as restantes vindas de fora também à venda nas superífices de distribuição alimentar.

Ingredientes:
200 g de camarão
1/4 de melancia
6 folhas de alface
1 talo de aipo
75 g de miolo de mexilhão cozido
maionese light
alho, pimenta, sal e salsa q.b.
Sumo de 1/2 limão

Adquira já o camarão cozido, descasque e reserve. Corte a melancia em cubos, sem as sementes e reserve. Envolva o camarão com o mexilhão e acrescente a melancia, o aipo cortado. Guarde no frio por alguns minutos. Enquanto isso, envolva a maionese com o alho esmagado e a salsa picada. Tempere com sal e pimenta e adicione o sumo de limão. Corte a alface em tiras e estenda numa saladeira, junte o preparado de camarão e sirva com a maionese temperada.

Opção: Pode substituir o aipo pelo pepino em pedaços.

Bom apetite!

sábado, 4 de julho de 2009

Bolo de maçã


Os amigos são para muitas ocasiões, até para nos adoçarem a alma. A minha amiga katucha enviou-me uma receita original que gostaria partilhar com os visitantes deste espaço. Como digo muitas vezes, um doce de vez em quando não é pecado. Mãos-à-obra e vamos provar esta saborosa iguaria.

Ingredientes:
250 grs de manteiga
250 grs de farinha
220 grs de açúcar(amarelo de preferência)
6 Ovos
75 grs de amêndoa laminada
3 maçãs reineta
canela q.b
4 c. (café) de Pó Royal
1 chávena de leite

Pré-aqueça o forno a 200ºC. Separe as claras das gemas. Bata a manteiga, que deve estar à temperatura ambiente, com o açúcar até ficar cremoso, junte as gemas e a baunilha. Em seguida junte o fermento à farinha e por sua vez junte esta ao preparado anterior, adicionando o leite pouco a pouco. Nota que o preparado deve ficar cremoso, mas não muito liquido pelo que, dependendo do tipo de farinha, deverá ser controlada a quantidade de leite. Bata as claras em castelo e envolva com o preparado anterior. Entretanto, descasque a maçã e corte em lâminas. Unte a forma com manteiga e farinha, e deite nesta metade da massa do bolo, disponha a maçã numa só camada, espalhe a amêndoa laminada e polvilhe com um pouco de canela. Deite por cima a restante massa espalhando uniformemente. Por fim polvilhe ligeiramente com canela e leve a cozer ao forno a 180ºC.

Nota: Fica muito bom, espalhar no final da cozedura e ainda com o bolo quente uma colher de sopa de manteiga, polvilhando em seguida com açúcar refinado.

Bom apetite!

terça-feira, 23 de junho de 2009

O milho na gastronomia madeirense (II)


0 milho era o alimento das classes pobres e a ausência da farinha atingia principalmente estes, por isso o articulista do DN apelava, em Agosto de 1943, às classes mais abastadas, que lhe reservassem este privilégio. «O milho é o alimento
das classes pobres, das classes populares(...) o milho, repetimos, é o alimento dos pobres. Assim aqueles que o podem dispensar, deixem-no aos pobres porque para as almas bem formadas, deve constituir amargura, provocar, impensadamente, as faltas de alimentação nos lares onde o dinheiro não abunda».
Mais tarde, no Inverno de 1945 em face de novas dificuldades as páginas do mesmo jornal abriram-se para expressar o grito plangente ecoado por todos os madeirenses em surdina. 0 Racionamento de 1 kg semanal por cabeça propiciou o seguinte comentário: «Não era bastante para as necessidades duma população que tinha afeito a sua economia doméstica ao consumo quase diário daquele produto (...), numa terra onde
o milho se podia chamar o pão-nosso de cada dia».
Nessa altura a Madeira tinha necessidade de importar anualmente 13.000 toneladas de milho.
Mas aqui, mercê da iniciativa da Comissão Regulador do Comércio de Cereais, a situação não foi tão gravosa como havia sucedido no decurso da Primeira Guerra. A política de intervencionismo económico definida por Salazar levou à criação em 1954 do grémio do milho colonial português e em 1958 surgiu a delegação madeirense da Junta de Exportação dos Cereais, que passou a coordenar todo o processo de abastecimento e fixação de preços do grão e farinha.
Foi responsável Ramon Honorato Rodrigues, que em 1962, no momento de extinção, publicou uma memória sobre os serviços prestados pela junta que presidiu. Por ai se ficou a saber das dificuldades sentidas nos anos da guerra e da acção da Junta e Governador Civil para solucionar a situação por meio do racionamento do
milho e da solicitação de carregamento à ordem do governo.
Para termos uma ideia das dificuldades basta-nos aludir à capitação estabelecida pelo racionamento e relacioná-la com a média anterior à guerra: entre 1937-39 ela foi de 123 kg/ano, enquanto de 1942-44 passou para apenas 80 kg. Mas houve anos em que a situação se agravou: por exemplo em Março e Abril de 1945 a ração semanal por cabeça era de apenas 550 gramas de milho. A partir de 1941 o racionamento foi determinado por concelho de acordo com o número de cabeças de casal, variando o quantitativo conforme os stocks disponíveis.
No último quartel do séc. XX, o milho branco escasseou nos mercados, sendo substituído pelo milho amarelo, menos apreciado, deixou definitivamente de ser a base da gastronomia madeirense, continuando até aos nossos dias a ser uma iguaria apreciada, mas cada vez mais rara à mesa.
Curiosamente, são os restaurantes que continuam a cozinhar o milho e a fritá-lo para gáudio dos comensais, residentes e turistas, sobretudo os apreciadores de espetada.

O milho na gastronomia madeirense (I)


Calcula-se que o consumo do milho ronde os 7000 anos, com origem na América Central, sabendo-se que as civilizações astecas, maias e incas, alimentavam-se e tendo no cereal uma relação de cunho religioso.
Reza a história que até o descobrimento da América, em 1492, os europeus desconheciam por completo a existência do milho. Quando Cristóvão Colombo levou apresentou algumas sementes de milho, terá causou grande sensação entre os botânicos de então.
Linneus, na sua classificação de gêneros e espécies, denominou-o por "zea mays", do grego "zeia" (grão, cereal), e em homenagem a um dos principais povos da América, os maias. Hoje, seu consumo abrange praticamente todas as partes do mundo.
Na Madeira, a entrada do milho na alimentação acompanha a tendência do resto do país até ao século XIX, visto até então a batata, a semilha, o ínhame e os cereais, mormente o trigo, constituírem a principal base alimentar da população.
Com a crise da semilha, em 1841, provocada pelo míldio, os madeirenses sentiram necessidade de promover uma cultura de substituição, optando pelo milho. A fome teve uma expressão significativa, obrigando as autoridades de então a enviar uma delegação a Cabo Verde com intuito de serem aprendidas técnicas de plantação em escala e na aquisição de algumas toneladas do produto.
O milho constituiu a partir dessa altura a base alimentar da maioria da população madeirense, pese embora, as famílias mais abastadas, apenas esporadicamente consumissem o milho, como acompanhamento de peixe.
Por diversas vezes a imprensa refere que o milho era o principal alimento do povo. E quase todo ele era importado do estrangeiro, ou das colónias: a ilha produzia uma ínfima parte daquilo que consumia. O milho era servido de diversas formas na mesa rural madeirense: papas de milho (cozido), milho escaldado (sopa) e estroçoado. Segundo o Diário de Noticias, do Funchal, de 4 de Setembro de 1941, “o milho é, há muitos anos, um elemento fundamental da alimentação das nossas classes menos remediadas. Barato, de fácil preparação e de forte poder alimentar, nenhum produto
da terra o pode substituir ou sequer igualar”. Dai, deverá ter resultado a expressão popular: “Vai-se ganhando para o milhinho...”.

sábado, 20 de junho de 2009

Feira das sopas decorreu na Boaventura


A freguesia de Boaventura acolheu no passado fim-de-semana mais uma edição da feira das sopas. O certame decorreu no centro da localidade com a participação de 15 barracas com sopas tradicionais.
O evento organizado pela Casa do Povo da Boaventura permitiu a milhares de pessoas, muitos turistas que aproveitaram para provar e degustar as sopas de couve, agrião, trigo, tripas, passando pela sopa de abóbora, de pedra até ao caldo de galinha e as maçarocas cozidas.
A abertura do certame contou com a presença do director regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Bernardo Araújo. A animação esteve a cargo da banda filarmónica Recreio Camponês, do Grupo Coral, Grupo de Instrumentos Tradicionais e Grupo de Acordeões da Casa do Povo de Boaventura.

Vinho Madeira promovido na bienal Vinexpo de Bordéus


O Vinho Madeira estará em promoção na Feira bienal Vinexpo que decorre a partir de domingo em Bordéus, na França, com o objectivo de aliciar potenciais importadores a nível mundial.
A Madeira estará representada neste certame integrada no espaço de Portugal, pelo Instituto do Vinho, Bordado e Tapeçarias, em conjunto com quatro empresas exportadoras desta tradicional produção regional.
Esta é considerada uma das mais importantes feiras internacionais para este sector, contando com a participação de mais de 2500 expositores, em representação de 45 países, entre os quais a China, Canadá, Rússia, Estados Unidos, Alemanha, França e
Japão.
A Índia, o Brasil, a Bielorrússia e as Ilhas Maurícias fazem a sua estreia neste evento de promoção de vinhos e bebidas espirituosas de todo o mundo.
A França ocupa o primeiro lugar na lista da exportação do Vinho Madeira, representando 35 por cento, com mais de 1,1 milhão de litros, o que significa receitas na ordem dos 3,4 milhões de euros.
Os franceses consomem sobretudo Vinho Madeira Doce (419 mil litros).
Nesta acção promocional no mercado francês a Madeira investe cerca de 12 mil euros, contando com a comparticipação de fundos comunitários na ordem dos 70 por cento, estando incluída na estratégia de internacionalização e consolidação desta produção
regional.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Produção de cereja na Madeira ronda as 220 toneladas


Nas ruas do Funchal a venda da cereja continua a decorrer conforme as expectativas dos comerciantes, visto este ser considerado um bom ano de produção do fruto, na freguesia do Jardim da Serra.
Dados oficiais revelados pela Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, com a tutela da Agricultura, a produção registada este ano ronda as 220 toneladas, correspondendo ao esforço conjunto das entidades públicas e dos produtores da freguesia do concelho de Câmara de Lobos.
Entretanto, foi anunciado por Manuel António Correia que à semelhança do que já acontece com o mel de cana e com o bolo de mel, todos os produtos agrícolas, de pesca e ainda de pecuária, que forem produzidos na Madeira, passarão a ter um selo de certificação de origem.
O governante explicou que a iniciativa legislativa tem o propósito de criar uma maior distinção dos produtos regionais, em relação aos importados, que por vezes os próprios agentes económicos provocam a confusão para vender o que é de fora.
Assegurando que o novo selo para os produtos do sector primário irá diferenciar, esclarecer o consumidor e ainda estimular o consumo dos mesmos, Manuel António Correia salienta que esta iniciativa surge como forma de corresponder ao crescimento da produção agrícola, pecuária e ainda piscatória.
Os últimos dados definitivos do Instituto Nacional de Estatística, referentes a 2006, sobre a produção agrícola na Madeira, indicam que houve uma receita de 66 milhões de euros. Comparativamente a 2001, houve um aumento de 22 milhões de euros, ano em que foi registado 44 milhões de euros de produto no sector agrícola da Região.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Festa da Cereja no Jardim da Serra


A pitoresca freguesia do Jardim da Serra, do concelho de Câmara de Lobos, acolhe no próximo fim-de-semana a Festa da Cereja, evento marcado por um cortejo alegórico muito apreciado por residentes e forasteiros e pela demonstração gastronómica da "Taça de Queijo Creme com Compota de Cereja", pelo Chefe Vítor Costa.
O certame é promovido pela Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, tutelada por Manuel António Correia que estará presente no domingo, presidindo à entrega de prémios do concurso da cereja.
O programa de animação musical tem início no sábado à tarde, prosseguindo no domingo com destaque para a actuação do grupo Encontros da Eira. No espectáculo a formação da Camacha revisitará vários temas dos seus quatro CD's editados, que versam sobre a música tradicional da Madeira.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Capelas de São João




"Malassadas no Entrudo
Capelas no São João
Bolo doce na Festa
Bolo do caco no Verão"

Entusiasta pelas tradições festivas do Porto Santo, Luís Rodrigues, lamenta que se esteja a adulterar a confecção das principais iguarias da ilha, nomeadamente das Capelas de São João, espécie de bolo redondo sobreposto por outro mais pequeno. «As pessoas mais pobres ou remediadas, preparavam o trigo da terra e faziam a amassadura do pão caseiro. Hoje, temos pão "tipo" caseiro, porque para ser original tinha de dar as voltas que o linho dá, ou seja, ser nascido, crescido, amadurecido, escolhido e moído, para se considerar caseiro». Mais. «Não chamem barrete ao chapéu», ironiza, referindo-se à adulteração das "capelas". Para que tal não aconteça, ou pelo menos, evitar que aconteça, fui buscar a receita tradicional das "Capelas de São João".

Nota: A foto é de bolo do caco.

Ingredientes

1 kg de farinha
5 ovos
125 g de manteiga
100 g de açúcar
Raspa de limao
100 g de fermento do padeiro
Leite q.b.

Deite os ingredientes todos e amassar bem. Depois faça bolas individuais com a massa e deixe levedar. Quando estas estiverem levedas, bata um ovo e pincele cada bola, repenicando com uma tesoura toda a superfície, e colocando por cima uma bola mais pequena. De seguida coloque no forno até cozer.

Bom apetite!

Festas de São João no Porto Santo


As festas do concelho do Porto Santo coincidem com as festividades alusivas ao São João e decorrem entre 19 e 24 deste mês. As festas são o grande cartaz turístico que levam à ilha milhares de pessoas.
O evento mobiliza grande parte da população do Porto Santo, principalmente nas marchas que terão lugar na noite de 23 de Junho, em que os grupos da Camacha, Cidade, Campo de Cima e Campo de Baixo vão desfilar no centro da localidade.
Ao nível de programa musical a oferta é diversificada abrangendo vários públicos. Logo no primeiro dia da festa, a 19 de Junho, os ABBA Gold vão animar a Praça do Barqueiro a partir da meia-noite. No dia seguinte, sábado, a banda portuguesa GNR vai recordar os seus grandes êxitos. Vindos dos Açores os Banda.com actuam na noite de domingo e na segunda-feira será a vez de Ana Malhoa.
A 23 de Junho, estão agendadas as marchas, a actuação do duo Lucas e Mateus e ainda um espectáculo pirotécnico. No dia seguinte, o dia do concelho será assinalado com uma sessão solene ao meio-dia, com a presença do presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim.

Vinho Madeira conquista três medalhas


O Vinho Madeira esteve uma vez mais em alta na sua participação no Concurso Internacional “Malvasias do Mundo”, que decorreu entre 26 a 30 de Maio na ilha de Palma, em Canárias. A Grande Medalha de Ouro foi atribuída a um Malvasia de 1933 da empresa Vinhos Justino Henriques, Filhos, Lda., e a Medalha de Ouro a um Malvasia Blandy´s de 1990.
Segundo uma nota do Instituto do Vinho da Madeira, a Região foi ainda contemplada com mais um prémio, uma medalha de prata, atribuída a um Malvasia de 15 anos da empresa Henriques & Henriques, Vinhos, SA (na foto).
No concurso participaram um total de 54 amostras, 1 espumoso, 27 secos, 2 semidoces, e 25 vinhos doces, provenientes do Brasil, Catalunha, Baleares, Croácia, Itália, Madeira e Canárias.
Revela ainda o instituto presidido por Paulo Rodrigues que grande número de amostras levou a que numa primeira fase fosse feita uma pré-selecção de 11 vinhos, de entre os provenientes das Ilhas Canárias, para então numa segunda apreciação, serem atribuídos os prémios finais. Em 11 Malvasias premiados, três foram Madeira.
Estes prémios, refere a mesma nota, vêm reforçar o reconhecimento internacional, neste caso atestado por especialistas, da qualidade do Vinho da Madeira, uma aposta que tem sido feito pelo sector, no geral, desde os viticultores madeirenses que trabalham em prol da qualidade da uva, passando pela esforço das entidades públicas na regulamentação do sector e na sua promoção e pelas empresas que continuam o seu trabalho permanente de manter e incrementar a fasquia da qualidade.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Caldeira


Na gastronomia madeirense a caldeira é apenas confeccionada com uma espécie de peixe pequeno como o chicharro ou à posta como o atum ou a espada. A sua confecção é fácil e o resultado é delicioso para apreciadores de sopas ou caldos de peixe.

Ingredientes:
500 g de peixe de uma só variedade
6 semilhas médias
1 batata
1 cebola
2 tomates
1 ramo de salsa
sal e pimenta q.b.

Refogue a cebola, o tomate, a salsa e a pimenta em azeite e depois de apurado regue com 1,5 litros de água. Assim que ferver, adicione as semilhas cortadas em pedaços. Deixe ferver, tempere com sal e adicione o peixe e deixe cozer. Depois retire o peixe e sirva separado com a caldeira e com a batata assada.

Sugestão: Se utilizar posta de atum pode adicionar à cozedura final um punhado de ervilhas. A caldeira pode ser ainda deitada nos pratos por cima de pão duro partido aos pedaços.

Bom apetite!

Filetes de espada com arroz de espigos


Os espigos são as extremidades das couves que entram na gastronomia madeirense de diversas formas. Cozidos e temperados com azeite, alho e sal, em sopas e ainda com arroz de acompanhamento. A sugestão que apresento é de fácil confecção e pode ser feito sempre que tiver espigos frescos à disposição, tal como acontece nesta altura do ano. Volto a insistir no receituário para duas pessoas.

Ingredientes

2 filetes de peixe-espada
1 ovo
farinha q.b.
Sal e pimenta q.b.
Sumo de limão
1 molho pequeno de espigos
1 dente de alho
150 g de arroz
1 cebola
Azeite q.b.

Tempere os filetes de espada com sal, pimenta e sumo de limão e reserve por alguns minutos. À parte, numa caçarola aloure no azeite a cebola e o alho bem picadinhos, adicione os espigos cortados em pedaços. Junte meio litro de água, tempere com sal e deixe ferver. Deite o arroz e deixe cozer por 12 minutos em lume brando. Enquanto isso, passe os filetes de espada pelo ovo batido e depois pela farinha e frite-os em azeite quente até alourarem.

Bom apetite!

sábado, 30 de maio de 2009

"Festas da Sé" animam centro do Funchal


A Câmara Municipal do Funchal realiza até 6 de Junho as denominadas "Festas da Sé", evento que dinamiza os restaurantes das principais ruas do centro da cidade, engalanadas para o efeito.
O presidente da autarquia, Miguel Albuquerque, assegurou na abertura do certame que «estas festas vieram para ficar».
Tal como referiu, «este é de um evento de baixo investimento, que movimenta todos os estabelecimentos comerciantes da zona e são do agrado de madeirenses e turistas».
Segundo o autarca, a construção de um novo parque de estacionamento na Rua do Castanheiro, com arranque previsto até ao final deste ano, será uma mais-valia nas próximas edições das festas.
Até ao dia 6 de Junho a animação musical estará garantida pela actuação de tunas académicas e bandas filarmónicas, nas ruas de João Tavira, Queimada de Cima, Queimada de Baixo, Bispo, Ferreiros e Largo do Chafariz, entre as 19h30 e as 24 horas.