sexta-feira, 5 de junho de 2009

Vinho Madeira conquista três medalhas


O Vinho Madeira esteve uma vez mais em alta na sua participação no Concurso Internacional “Malvasias do Mundo”, que decorreu entre 26 a 30 de Maio na ilha de Palma, em Canárias. A Grande Medalha de Ouro foi atribuída a um Malvasia de 1933 da empresa Vinhos Justino Henriques, Filhos, Lda., e a Medalha de Ouro a um Malvasia Blandy´s de 1990.
Segundo uma nota do Instituto do Vinho da Madeira, a Região foi ainda contemplada com mais um prémio, uma medalha de prata, atribuída a um Malvasia de 15 anos da empresa Henriques & Henriques, Vinhos, SA (na foto).
No concurso participaram um total de 54 amostras, 1 espumoso, 27 secos, 2 semidoces, e 25 vinhos doces, provenientes do Brasil, Catalunha, Baleares, Croácia, Itália, Madeira e Canárias.
Revela ainda o instituto presidido por Paulo Rodrigues que grande número de amostras levou a que numa primeira fase fosse feita uma pré-selecção de 11 vinhos, de entre os provenientes das Ilhas Canárias, para então numa segunda apreciação, serem atribuídos os prémios finais. Em 11 Malvasias premiados, três foram Madeira.
Estes prémios, refere a mesma nota, vêm reforçar o reconhecimento internacional, neste caso atestado por especialistas, da qualidade do Vinho da Madeira, uma aposta que tem sido feito pelo sector, no geral, desde os viticultores madeirenses que trabalham em prol da qualidade da uva, passando pela esforço das entidades públicas na regulamentação do sector e na sua promoção e pelas empresas que continuam o seu trabalho permanente de manter e incrementar a fasquia da qualidade.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Caldeira


Na gastronomia madeirense a caldeira é apenas confeccionada com uma espécie de peixe pequeno como o chicharro ou à posta como o atum ou a espada. A sua confecção é fácil e o resultado é delicioso para apreciadores de sopas ou caldos de peixe.

Ingredientes:
500 g de peixe de uma só variedade
6 semilhas médias
1 batata
1 cebola
2 tomates
1 ramo de salsa
sal e pimenta q.b.

Refogue a cebola, o tomate, a salsa e a pimenta em azeite e depois de apurado regue com 1,5 litros de água. Assim que ferver, adicione as semilhas cortadas em pedaços. Deixe ferver, tempere com sal e adicione o peixe e deixe cozer. Depois retire o peixe e sirva separado com a caldeira e com a batata assada.

Sugestão: Se utilizar posta de atum pode adicionar à cozedura final um punhado de ervilhas. A caldeira pode ser ainda deitada nos pratos por cima de pão duro partido aos pedaços.

Bom apetite!

Filetes de espada com arroz de espigos


Os espigos são as extremidades das couves que entram na gastronomia madeirense de diversas formas. Cozidos e temperados com azeite, alho e sal, em sopas e ainda com arroz de acompanhamento. A sugestão que apresento é de fácil confecção e pode ser feito sempre que tiver espigos frescos à disposição, tal como acontece nesta altura do ano. Volto a insistir no receituário para duas pessoas.

Ingredientes

2 filetes de peixe-espada
1 ovo
farinha q.b.
Sal e pimenta q.b.
Sumo de limão
1 molho pequeno de espigos
1 dente de alho
150 g de arroz
1 cebola
Azeite q.b.

Tempere os filetes de espada com sal, pimenta e sumo de limão e reserve por alguns minutos. À parte, numa caçarola aloure no azeite a cebola e o alho bem picadinhos, adicione os espigos cortados em pedaços. Junte meio litro de água, tempere com sal e deixe ferver. Deite o arroz e deixe cozer por 12 minutos em lume brando. Enquanto isso, passe os filetes de espada pelo ovo batido e depois pela farinha e frite-os em azeite quente até alourarem.

Bom apetite!

sábado, 30 de maio de 2009

"Festas da Sé" animam centro do Funchal


A Câmara Municipal do Funchal realiza até 6 de Junho as denominadas "Festas da Sé", evento que dinamiza os restaurantes das principais ruas do centro da cidade, engalanadas para o efeito.
O presidente da autarquia, Miguel Albuquerque, assegurou na abertura do certame que «estas festas vieram para ficar».
Tal como referiu, «este é de um evento de baixo investimento, que movimenta todos os estabelecimentos comerciantes da zona e são do agrado de madeirenses e turistas».
Segundo o autarca, a construção de um novo parque de estacionamento na Rua do Castanheiro, com arranque previsto até ao final deste ano, será uma mais-valia nas próximas edições das festas.
Até ao dia 6 de Junho a animação musical estará garantida pela actuação de tunas académicas e bandas filarmónicas, nas ruas de João Tavira, Queimada de Cima, Queimada de Baixo, Bispo, Ferreiros e Largo do Chafariz, entre as 19h30 e as 24 horas.

Curral das Freiras acolhe mais uma Amostra do Brigalhó


A freguesia do Curral das Freiras acolhe amanhã a sétima edição da Amostra do Brigalhó, um tubérculo típico daquela localidade usado no passado para matar a fome quando escasseava a comida.
O objectivo da mostra é divulgar o brigalhó, uma planta desconhecida da maioria das pessoas, parecida com o jarro, cujas raízes são comestíveis e cuja folha amolece rapidamente quando é apanhada.
O brigalhó não necessita de ser semeado. Cresce debaixo das árvores, sendo apanhado no Curral das Freiras em Abril e Maio. Só as raízes - parecidas com o inhame - é que são comestíveis, devendo ser cozidas durante 24 horas numa panela de ferro para não arder na boca.
O fundo da panela é "forrado" com vides e azedas, colocadas às camadas entre o brigalhó, que é por sua vez temperado com sal e regado com água, devendo ser descascado após estar devidamente cozido.
A Amostra do Brigalhó é organizada pela casa do povo do Curral das Freiras.
A população do Curral das Freiras apanha e coze este tubérculo, colocando-o no congelador para consumo durante o ano.
O brigalhó é comido depois de frito, temperado com salsa, alho, acompanhando atum ou bacalhau.
Segundo a organização da mostra, muitas pessoas, incluindo os turistas que visitam o Curral das Freiras, começam por fazer "cara feia" ao brigalhó. Mas ao provar acabam por gostar e pedem para levar o tubérculo madeirense para oferecer a amigos e familiares.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Atum salpresado ou atum de São João


O atum salpresado é um dos pratos tradicionais da Madeira, que ganha maior procura na quadra festiva dos santos populares, razão pela qual, é também conhecido por atum de São João. A sugestão que apresento hoje permite confeccionar para familiares e amigos um dos mais apreciados pratos de peixe da gastronomia madeirense, na qual o atum assume um lugar de destaque.

Ingredientes:
1 posta de atum com cerca de 700 g
4 dentes de alho
600 g de feijão encarnado em vagem
2 abóboras verdes
4 batatas
4 cebolas médias
4 semilhas
4 maçarocas
orégãos, azeite, vinagre e sal grosso q.b.

Três ou quatro dias antes do São João, escolha uma posta de atum gordo, de preferência de ventrecha (barriga) e faça uns golpes. De seguida tempere com sal grosso, alho cortado às rodelas e os oregãos e deixe ficar assim. Algumas horas antes de confeccionar a refeição, deite o atum de molho em água fria. Depois coza o atum durante uma hora, juntamente com o feijão e a cebola. À parte, coza as batatas, as semilhas, as abóboras e as maçarocas. Retiram-se à medida que forem cozendo. O atum é servido com os legumes cozidos e temperados com azeite e vinagre.

Sugestão: Pode deixar de temperar o atum com os orégãos e optar pela segurelha durante a cozedura. Este prato pode ser ainda acompanhado com salada de pepino, tomate e cebola temperada com azeite e vinagre.

Bom apetite!

Santos populares na Madeira


Junho é o mês dos santos populares. Santo António a 13, São João a 24 e São Pedro a 29. Na Madeira e Porto Santo, as festas populares são vividas pelas paróquias que dão nome do santo com grande devoção religiosa, mas igualmente são um forte motivo para o tradicional arraial e respectivas marchas.
Na freguesia mais populosa da região autónoma, Santo António, no concelho do Funchal as marchas do dia 12 para 13 levam milhares de pessoas para as principais ruas do centro da localidade, devidamente engalanada com os adereços alusivos ao "santo casamenteiro".
Não menos emblemáticos são os festejos de São João. No Funchal, Calheta e Porto Santo as festas concentram milhares de pessoas. Na capital madeirense, a festa já foi das mais rijas de toda ilha, junto à capela de São João, mas a evolução dos tempos transportou a animação para as praças da cidade, nomeadamente no Carmo. A Câmara Municipal do Funchal, aposta forte nos denominados "Altares de São João", igualmente a pensar no turismo que em Junho visita a Madeira.
No Porto Santo as festividades constituem um cartaz importante na animação da ilha. Ali, as marchas já mereceram honras televisivas para todo o mundo. A autarquia local investe bem neste evento popular, visto o mesmo atrair ao Porto Santo alguns milhares de visitantes.
Na Calheta, a festa é vivida com muita animação, igualmente com o desfile das marchas de São João.
Por último, mas não menos importante, são as festas de Sao Pedro, com atenções centradas na vila da Ribeira Brava, outrora um importante centro piscatório regional. O santo protector dos pescadores leva milhares de pessoas ao centro da freguesia, que se veste em grande animação para receber, não apenas os residentes e turistas, mas também os emigrantes que chegam na última semana de Junho para passar as férias com a família.
Em termos gastronómicos os santos populares na Madeira apresentam hábitos totalmente diferentes do resto do país, nomeadamente nos convívios familiares. O atum salpresado ou atum de São João, é uma das iguarias mais consumidas nesta quadra, devidamente acompanhado com maçarocas e feijão cozido com a vagem. Como não há arraial madeirense sem espetada e bolo do caco, nas ruas, estes são os principais elementos confeccionados.
Aos poucos e por influência das superfícies comerciais, as sardinhas assadas ganharam algum espaço, sobretudo nos festejos populares do Funchal.