quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Bifes de atum com brócolos


As qualidades antioxidantes dos brócolos já aqui foram apresentadas e a sugestão que deixo é de fácil confecção e rica em nutrientes, visto o atum ser um peixe gordo, mas muito saudável. Trata-se de uma receita para duas pessoas, uma aposta que faço neste blogue. O prato pode ser acompanhado por um Visconde de Borba Branco DOC Alentejo 2006. Trata-se de um vinho baseado nas castas autóctones roupeiro, tamarês e rabo de ovelha, de cor citrina, aspecto brilhante, aroma e sabores a flores e frutos, ligeiramente acídulo. É ideal para acompanhar peixe, marisco e algumas carnes brancas. Deve ser servido a 10-12º C.

Ingredientes:

300 g de brócolos
2 bifes de atum
1 dente de alho
2 tomates-cereja
2 c. (sopa) azeite
1 c. (café) de vinagre balsâmico
sal, pimenta e oregãos q.b.

Começe por arranjar os brócolos, cortando-os ao meio e sem o talos. Coza-os em água temperada com sal. Pique o alho e os oregãos (de preferência frescos), coloque-os numa tigela, tempere com sal, azeite, vinagre e envolva os ingredientes e reserve. Tempere o atum com sal e pimenta, grelhe os bifes de ambos os lados. Corte os tomates ao meio e grelhe-os ligeiramente. Sirva o peixe com os legumes anteriores, regados com o molho de oregãos. Pode adicionar semilhas cozidas cortadas em quatro.

Bom apetite!

As qualidades dos brócolos


Os brócolos são dos vegetais mais ricos em substâncias antioxidantes, e poderão ajudar pessoas afectadas com a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), que é, juntamente com o cancro e com as doenças cardiovasculares, uma consequência de hábitos como o tabagismo.
Um estudo publicado no “American Journal os Respitatory and Critival care Medicine”, investigadores norte-americanos referem os brócolos como ricos em certas substâncias capazes de regular a quantidade de componentes chave do sistema de defesa epitelial dos pulmões.
O brócolo está classificado como um alimento benéfico para o coração e para o cérebro, e pelo seu alto conteúdo de antioxidantes faz parte da lista de produtos com capacidade de ajudar na luta contra as doenças degenerativas.
As estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), para o ano de 2030, apontam que a DPOC será a causa de 7,8 por cento de todas as mortes no mundo, apenas superada pelo cancro e pelas doenças cardiovasculares.
O tabaco é um dos maiores culpados pelo desenvolvimento e expansão desta doença degenerativa, e esta é a razão pelo que numerosas investigações vão dirigidas a encontrar um remédio que diminua a sua crescente prevalência.
O sulfurano poderá impedir o processo inflamatório dos tecidos danificados do pulmão.
Investigadores da “Johns Hopkins Medical School” descobriram que a severidade da DPOC em fumadores está ligada a uma diminuição de um tipo de antioxidantes presentes nos tecidos do pulmão, dependentes de uma substância chamada NRF, peça chave do sistema de defesa pulmonar frente à inflamação.
O motivo que relaciona os brócolos e a DPOC é o sulfurano, um potente antioxidante presente nesta verdura em quantidades suficientes como para impedir, em parte, o processo inflamatório dos tecidos danificados no pulmão.
Outro estudo, publicado pela revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" sugere que o consumo do vegetal pode ajudar a combater os efeitos da radiação ultravioleta provocada pelo sol.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Lasanha de carne


Já aqui apresentei a minha lasanha de peixe-espada, mas como fiz então referência, a mais confeccionada é a de carne. Como é bom saber, as massas são ricas em hidratos de carbono, que fornecem energia e resistência ao organismo. A sugestão que aqui deixo (para um tabuleiro médio e oito doses) garanto que vai agradar a todos, visto já a fazer há mais de 10 anos. Até agora ninguém apresentou qualquer escrito no livro de reclamações. Já agora, acompanhe esta receita com vinho tinto Monte das Ânforas, da Quinta da Bacalhôa, do empresário madeirense Joe Berardo.

1 kg de carne de vaca moída
2 cebola
3 dentes de alho
1 lata grande de tomate pelado
100 g de toucinho
1 dl de vinho branco
1 ramo de oregãos
14 folhas de lasanha fresca
200 g de queijo mozzarela ralado
0,5 l de molho bechamel
sal e pimenta q.b.

Refogue em azeite a cebola, os alhos e o toucinho picados. Depois junte a carne, os oregãos, envolva e regue depois com o vinho branco. Deixe evaporar um pouco e adicione o tomate pelado em pedaços. Tempere com sal e pimenta e deixe cozer por 10 minutos. Ligue o forno a 200 graus e pincele o tabuleiro com azeite. Começe por fazer uma camada de carne no fundo, seguindo-se a massa, alternando várias vezes. Pelo meio estenda por cima da carne um pouco de molho bechamel. Termine com uma camada de carne, estenda molho bechamel e polvilhe com o queijo ralado. Leve ao forno, baixando para 180 Cº decorridos durante pelo menos 30 minutos. Sirva com uma salada mista.

Duas notas: A massa fresca pode ser adquirida em qualquer grande superfície e a preços em conta, mas se optar pelas folhas de lasanha duras, escolha as pré-cozidas, facilitanto a confecção da lasanha. Substitua o tomate enlatado pelo tomate maduro, sem pele e sementes.

Uma sugestão: Pode fazer o molho bechamel na hora, seguindo os passos apresentados neste blogue. Consulte o arquivo.

Bom apetite!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Malassadas à D. Madalena


O carnaval madeirense é vivido intensamente pela população, nomeadamente pelos cortejos alegóricos um pouco por toda a ilha, organizado pelas casas do povo, juntas de freguesia e câmaras municipais. A Secretaria do Turismo aposta no cortejo de sábado à noite no qual desfilam pelas ruas do Funchal cerca de 1500 figurantes, num desfile que já constitui cartaz da Região. O tradicional carnaval "trapalhão" de terça-feira, cativa milhares de pessoas, pela sátira e crítica social que emprega. Em termos gastronómicos, falar de carnaval é sinónimo de malassadas. A sugestão que aqui deixo foi confeccionada hoje pela D. Madalena, para sobremesa do almoço dos funcionários do Jornal da Madeira. Uma delícia que deve ser regada com um fio de mel de cana de açucar produzido na fábrica do Ribeiro Sêco.

Ingredientes:
1 kg de farinha
1/2 kg de batata doce cozida
8 ovos
1/2 l de leite
2 c (sopa) de açucar
100 g de fermento de padeiro
2 c. (sopa) de Vinho Madeira
Raspa de meio limão
1 c. (chá) de sal

Envolva a farinha com o fermento bem desfeito em água morna e adicione a batata doce, previamente esmagada com um garfo. Acrescente o leite, sem parar de mexer e adicione um ovo de cada vez. Por fim o Vinho Madeira, o açucar, a raspa de limão e o sal. Bata tudo muito bem e deixe a massa levedar por meia hora. Aqueça o óleo e frite a massa às colheradas até alourar. Retire e coloque as malassadas sobre papel absorvente e sirva com mel de cana de açucar.

Bom apetite!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Bolo de banana


Na recolha da doçaria madeirense, foi possível encontrar no concelho da Calheta, uma receita de bolo de banana, fruto tropical que abunda na costa sul da Madeira. As qualidades da banana já aqui foram distinguidas, razão pela qual, o melhor é mesmo deitar mãos à obra e confeccionar uma iguaria muito aprecidada nesta Região.

Ingredientes:
600 g de banana da Madeira (cerca de seis bananas)
300 g de farinha
400 g de açucar
250 g de manteiga
4 ovos
2 c. (chá) de soda
2 c. (chá) de fermento em pó
2 c. (chá) de sal fino

Esmague bem as bananas que devem ser maduras, com a ajuda de um garfo. À parte bata o açucar com os ovos até obter um preparado branco e fofo. Em seguida, adicione a manteiga derretida, a farinha, o sal, o fermento, a soda e, por fim, a banana esmagada. Envolva tudo muito bem e verta para uma forma previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha. Aquela o forno a 170 Cº. Deixe cozer cerca de 45 minutos. Ao fim desse período verifique se o bolo está cozido com o auxílio de um palito. Desenforme morno.

Bom apetite!

As qualidades da banana


A banana é talvez a fruta tropical mais popular em todo o mundo ocidental. Para isso, muito contribui o facto de poder ser cozinhada ou consumida em cru, ser fácil de descascar, não ter sementes nem caroço, ter sabor e aroma muito agradáveis e ainda excepcional valor nutricional.
Curiosamente, a bananeira não é uma árvore, mas sim uma erva gigante. O caule é um rizoma subterrâneo e a parte aérea é constituída quase exclusivamente por folhas. As baínhas das folhas formam um pseudocaule onde está o cacho de frutos. Todas as bananeiras hoje cultivadas são híbridos de duas espécies e reúnem-se em dois grupos, os da bananeira-pão e os da bananeira-fruta.
Uma só banana fornece 16 por cento da fibra que necessitamos diariamente. Fornece ainda 15 por cento de toda a vitamina C e 11 por cento do total de potássio. Mas a banana não se fica por aqui. Possui ainda algum magnésio, ácido fólico e ferro.
A sua riqueza em minerais e fácil digestão leva muitos desportistas a preferi-la quando as competições se prolongam durante várias horas. O potássio presente na banana ajuda a contracção muscular, a transmissão dos impulsos nervosos e a regular o balanço hídrico. Uma banana de tamanho médio (120 g.) contém cerca de 475 mg. de potássio. Não admira por isso, ver diversos campeões, de banana em punho, ao longo das suas provas.
Por não conter praticamente gordura e proteína, a banana torna-se a companhia ideal dos pequenos almoços. Com leite e cereais constitui uma refeição muito completa, equilibrada e extremamente fácil de preparar.
A bananeira foi introduzida na Madeira em meados do século XVI, tendo-se espalhado aos poucos por toda a ilha, no entanto, é na costa sul que se nota uma maior produção, nomeadamente nos concelhos do Funchal, Câmara de Lobos, Ponta do Sol e Calheta.
Viva pois a banana, que nos lembra ser possível misturar prazer e saúde à mesa e ainda... sol amarelo em dias de cinza.

Fonte: ICV/MF

Sopa de maçaroca e feijão


As sopas fazem parte do receituário tradicional madeirense, e a sugestão que aqui apresento, faz parte da recolha realizada pela Confraria Gastronómica da Madeira e publicada no seu livro "Sabores", da autoria de Júlio Pereira. A sopa de maçaroza e feijão é um prato tradicional da Ponta do Sol e é de fácil confecção, podendo ser servida como prato principal.

Ingredientes:
200 g de semilhas
1/2 couve
150 g de pimpinela
150 g de cenouras
3 cebolas
300 g de carne de porco salgada
100 g de feijão maduro
2 maçarocas
sal q.b.

Demolhe a carne de porco por três horas para retirar o sal. Coloque-a cortada em pedaços num tacho com água, juntamente com o feijão, a cenoura aos pedaços e as maçarocas partidas às rodelas. Leve ao lume e deixe cozer por 20 minutos. Passado esse tempo junte as pimpinelas em gomos, as semilhas aos cubos e a couve em pedaços grosseiros. Deixe a sopa ferver por mais 40 minutos e antes de servir rectifique os temperos.

Bom apetite!