sábado, 21 de fevereiro de 2009

Lasanha de carne


Já aqui apresentei a minha lasanha de peixe-espada, mas como fiz então referência, a mais confeccionada é a de carne. Como é bom saber, as massas são ricas em hidratos de carbono, que fornecem energia e resistência ao organismo. A sugestão que aqui deixo (para um tabuleiro médio e oito doses) garanto que vai agradar a todos, visto já a fazer há mais de 10 anos. Até agora ninguém apresentou qualquer escrito no livro de reclamações. Já agora, acompanhe esta receita com vinho tinto Monte das Ânforas, da Quinta da Bacalhôa, do empresário madeirense Joe Berardo.

1 kg de carne de vaca moída
2 cebola
3 dentes de alho
1 lata grande de tomate pelado
100 g de toucinho
1 dl de vinho branco
1 ramo de oregãos
14 folhas de lasanha fresca
200 g de queijo mozzarela ralado
0,5 l de molho bechamel
sal e pimenta q.b.

Refogue em azeite a cebola, os alhos e o toucinho picados. Depois junte a carne, os oregãos, envolva e regue depois com o vinho branco. Deixe evaporar um pouco e adicione o tomate pelado em pedaços. Tempere com sal e pimenta e deixe cozer por 10 minutos. Ligue o forno a 200 graus e pincele o tabuleiro com azeite. Começe por fazer uma camada de carne no fundo, seguindo-se a massa, alternando várias vezes. Pelo meio estenda por cima da carne um pouco de molho bechamel. Termine com uma camada de carne, estenda molho bechamel e polvilhe com o queijo ralado. Leve ao forno, baixando para 180 Cº decorridos durante pelo menos 30 minutos. Sirva com uma salada mista.

Duas notas: A massa fresca pode ser adquirida em qualquer grande superfície e a preços em conta, mas se optar pelas folhas de lasanha duras, escolha as pré-cozidas, facilitanto a confecção da lasanha. Substitua o tomate enlatado pelo tomate maduro, sem pele e sementes.

Uma sugestão: Pode fazer o molho bechamel na hora, seguindo os passos apresentados neste blogue. Consulte o arquivo.

Bom apetite!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Malassadas à D. Madalena


O carnaval madeirense é vivido intensamente pela população, nomeadamente pelos cortejos alegóricos um pouco por toda a ilha, organizado pelas casas do povo, juntas de freguesia e câmaras municipais. A Secretaria do Turismo aposta no cortejo de sábado à noite no qual desfilam pelas ruas do Funchal cerca de 1500 figurantes, num desfile que já constitui cartaz da Região. O tradicional carnaval "trapalhão" de terça-feira, cativa milhares de pessoas, pela sátira e crítica social que emprega. Em termos gastronómicos, falar de carnaval é sinónimo de malassadas. A sugestão que aqui deixo foi confeccionada hoje pela D. Madalena, para sobremesa do almoço dos funcionários do Jornal da Madeira. Uma delícia que deve ser regada com um fio de mel de cana de açucar produzido na fábrica do Ribeiro Sêco.

Ingredientes:
1 kg de farinha
1/2 kg de batata doce cozida
8 ovos
1/2 l de leite
2 c (sopa) de açucar
100 g de fermento de padeiro
2 c. (sopa) de Vinho Madeira
Raspa de meio limão
1 c. (chá) de sal

Envolva a farinha com o fermento bem desfeito em água morna e adicione a batata doce, previamente esmagada com um garfo. Acrescente o leite, sem parar de mexer e adicione um ovo de cada vez. Por fim o Vinho Madeira, o açucar, a raspa de limão e o sal. Bata tudo muito bem e deixe a massa levedar por meia hora. Aqueça o óleo e frite a massa às colheradas até alourar. Retire e coloque as malassadas sobre papel absorvente e sirva com mel de cana de açucar.

Bom apetite!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Bolo de banana


Na recolha da doçaria madeirense, foi possível encontrar no concelho da Calheta, uma receita de bolo de banana, fruto tropical que abunda na costa sul da Madeira. As qualidades da banana já aqui foram distinguidas, razão pela qual, o melhor é mesmo deitar mãos à obra e confeccionar uma iguaria muito aprecidada nesta Região.

Ingredientes:
600 g de banana da Madeira (cerca de seis bananas)
300 g de farinha
400 g de açucar
250 g de manteiga
4 ovos
2 c. (chá) de soda
2 c. (chá) de fermento em pó
2 c. (chá) de sal fino

Esmague bem as bananas que devem ser maduras, com a ajuda de um garfo. À parte bata o açucar com os ovos até obter um preparado branco e fofo. Em seguida, adicione a manteiga derretida, a farinha, o sal, o fermento, a soda e, por fim, a banana esmagada. Envolva tudo muito bem e verta para uma forma previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha. Aquela o forno a 170 Cº. Deixe cozer cerca de 45 minutos. Ao fim desse período verifique se o bolo está cozido com o auxílio de um palito. Desenforme morno.

Bom apetite!

As qualidades da banana


A banana é talvez a fruta tropical mais popular em todo o mundo ocidental. Para isso, muito contribui o facto de poder ser cozinhada ou consumida em cru, ser fácil de descascar, não ter sementes nem caroço, ter sabor e aroma muito agradáveis e ainda excepcional valor nutricional.
Curiosamente, a bananeira não é uma árvore, mas sim uma erva gigante. O caule é um rizoma subterrâneo e a parte aérea é constituída quase exclusivamente por folhas. As baínhas das folhas formam um pseudocaule onde está o cacho de frutos. Todas as bananeiras hoje cultivadas são híbridos de duas espécies e reúnem-se em dois grupos, os da bananeira-pão e os da bananeira-fruta.
Uma só banana fornece 16 por cento da fibra que necessitamos diariamente. Fornece ainda 15 por cento de toda a vitamina C e 11 por cento do total de potássio. Mas a banana não se fica por aqui. Possui ainda algum magnésio, ácido fólico e ferro.
A sua riqueza em minerais e fácil digestão leva muitos desportistas a preferi-la quando as competições se prolongam durante várias horas. O potássio presente na banana ajuda a contracção muscular, a transmissão dos impulsos nervosos e a regular o balanço hídrico. Uma banana de tamanho médio (120 g.) contém cerca de 475 mg. de potássio. Não admira por isso, ver diversos campeões, de banana em punho, ao longo das suas provas.
Por não conter praticamente gordura e proteína, a banana torna-se a companhia ideal dos pequenos almoços. Com leite e cereais constitui uma refeição muito completa, equilibrada e extremamente fácil de preparar.
A bananeira foi introduzida na Madeira em meados do século XVI, tendo-se espalhado aos poucos por toda a ilha, no entanto, é na costa sul que se nota uma maior produção, nomeadamente nos concelhos do Funchal, Câmara de Lobos, Ponta do Sol e Calheta.
Viva pois a banana, que nos lembra ser possível misturar prazer e saúde à mesa e ainda... sol amarelo em dias de cinza.

Fonte: ICV/MF

Sopa de maçaroca e feijão


As sopas fazem parte do receituário tradicional madeirense, e a sugestão que aqui apresento, faz parte da recolha realizada pela Confraria Gastronómica da Madeira e publicada no seu livro "Sabores", da autoria de Júlio Pereira. A sopa de maçaroza e feijão é um prato tradicional da Ponta do Sol e é de fácil confecção, podendo ser servida como prato principal.

Ingredientes:
200 g de semilhas
1/2 couve
150 g de pimpinela
150 g de cenouras
3 cebolas
300 g de carne de porco salgada
100 g de feijão maduro
2 maçarocas
sal q.b.

Demolhe a carne de porco por três horas para retirar o sal. Coloque-a cortada em pedaços num tacho com água, juntamente com o feijão, a cenoura aos pedaços e as maçarocas partidas às rodelas. Leve ao lume e deixe cozer por 20 minutos. Passado esse tempo junte as pimpinelas em gomos, as semilhas aos cubos e a couve em pedaços grosseiros. Deixe a sopa ferver por mais 40 minutos e antes de servir rectifique os temperos.

Bom apetite!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Bifes de atum


O atum é um dos peixes que mais motiva os pescadores madeirenses a passarem temporadas em alto mar, visto poder ser vendido fresco ou em conserva. A sua carne gorda, branca ou rosada, possui uma consistência firme. Por ser um peixe de grandes dimensões pode ser adquirido à posta (excelente para assar, cozer ou salpresar) ou pedir para ser cortado em bifes, que constitui uma iguaria deliciosa e muito apreciada na gastronomia madeirense. A sugestão que aqui deixo é de simples e rápida confecção.

Ingredientes:

800 g de atum fresco
2 dentes de alho
2 colheres (sopa) manteiga
2 cebolas
1 folha de louro
1/2 dl de vinho branco
sal e pimenta q.b.

Tempere os bifes de atum com sal, pimenta, os alhos picados e regue com o vinho branco. Numa frigideira derreta a manteiga e junte o molho da marinada, a cebola cortada às rodelas finas e a folha de louro. Depois da cebola alourar, sem queimar, adicione os bifes de atum, tendo o cuidado de os voltar para que fiquem cozinhados de ambos os lados. Sirva com semilha cozida e/ou milho frito e uma salada de alface e tomate.

Bom apetite!

As qualidades do peixe


A utilização do peixe na alimentação do homem perde-se na memória dos tempos. Os baixos-relevos egípcios revelam pescadores a puxar pescado para terra ou a preparar a salga. Na Antiga Grécia, não havia festa sem pelo menos, um prato de peixe. Também na Antiga Roma, as pessoas de gostos requintados não se contentavam com os peixes habituais e exigiam para a sua mesa fígado de douradas, leite de moreias e peixes exóticos. Na época medieval o consumo do peixe diferenciava as classes sociais. Os de água doce continuavam a ser o alimento das classes mais abastadas e o restante pescado, mais para o povo, era muito apreciado durante as épocas de jejum e abstinência. O grande consumo por parte do clero era resultado das prescrições religiosas, cujas ementas nos conventos e mosteiros do século XII evidenciam diversos modos de preparação e confecção.
Hoje, o peixe é um alimento indispensável para uma alimentação correcta e equilibrada, visto ser rico em proteínas, vitaminas e sais minerais e, de um modo geral, pobre em gorduras. É um bom aliado para quem estiver a seguir uma dieta de emagrecimento, dado ser rico em nutrientes e de baixo teor calórico. Além disso, permite a confecção de iguarias únicas, dando um brilho gastronómico, ao país, em geral e à Madeira, em particular.
Na compra do peixe deve ter em atenção alguns aspectos, visto que a sua qualidade passa pela sua frescura. Quando realmente fresco, algumas horas depois de pescado, tem os olhos transparentes, gelatinosos e salientes, com o corpo firme, resistente à pressão dos dedos, a pele luzidia e as escamas brilhantes, húmidas e bem ajustadas umas às outras e aderentes à pele. A guelra tem uma tonalidade vermelho-viva.
Compre de preferência o peixe inteiro e peça para cortar em filetes ou de outra forma. Se optar por comprar cortado avalie bem.
Se comprar peixe congelado, leve em linha de conta que não deve estar nessa condição, mais do que três meses, e verifique se apresenta uma cor clara e se não contém cristais de gelo. O cheiro deve ser suave e natural como se fosse fresco.
Como o peixe detiora-se mais depressa do que a carne, deve ser cozido no próprio dia ou no dia seguinte à compra. Por exemplo, a cavala estraga-se mais rápido do que o peixe-espada, por ser mais oleoso e ficar rançoso.