sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Lasanha de peixe-espada


"A lasanha é um prato típico de Itália cozinhado no forno, que consiste em camadas de massa alternadas com camadas de carne picada e molho de tomate". Pronto. Até aqui estamos entendidos, mas com peixe-espada a lasanha fica divinal, sendo uma das minhas especialidades, há alguns anos servida em convívios com amigos e familiares. Esta é mais uma sugestão para confeccional a espada retirada da minha cozinha de autor. Pode acompanhar com um vinho branco seco.

Ingredientes:

1 peixe-espada (em filetes)
2 cebolas
3 dentes de alho
1 dl de azeite
3 tomates maduros
Sal, pimenta e orégãos q.b.
1 dl de vinho branco
150 g de queijo ralado
100 g de toucinho fumado
1/2 de molho bechamel
500 g de folhas de lasanha

Refogue no azeite o toucinho fumado, a cebola e os dentes de alho picados, junte o tomate limpo de peles e sementes cortado aos pedaçinhos e deixe amaciar. Adicione o peixe-espada cortado em filetes pequenos, tempere e envolva com os orégãos, o sal e a pimenta. Regue com o vinho branco e deixe cozer por alguns minutos até que o peixe se desfaça grosseiramente. Num recipiente refractário, faça diversas camadas alternando as folhas de lasanha e o refogado de peixe-espada. Em cada camada, polvilhe com um pouco de queijo ralado. Termine com folhas de lasanha, cobrindo com o molho bechamel. Finalmente, polvilhe com o restante queijo ralado e leve ao forno, previamente aquecido a 180 ºC durante cerca de 45 minutos. Mude o forno para gratinar por mais cinco minutos.
Nota: Aconselho a utilização de massa fresca.

Bom apetite!

Cavalas assadas

Por ser um peixe gordo e rico, a cavala deve ser cozida ou assada, constituíndo uma das iguarias apreciadas na gastronomia madeirense. Aqui deixo uma sugestão para quem gosta de peixe, visto o mesmo poder ser comprado fresco na Região Autónoma da Madeira.

Ingredientes:

4 cavalas
sal e pimenta q.b
1 ramo de orégãos secos
6 dentes de alho
2 folhas de louro
2 cebolas pequenas
2 dl de azeite
0,5 dl de vinagre
1 ramos de salsa
1 kg de semilhas

Faça alguns golpes nas cavalas e tempere-as com sal, pimenta, oregãos, alguns dentes de alho laminados e as folhas de louro partidas em pedaços. Reserve por algumas horas. No momento da confecção, corte as cebolas às rodelas e coloque-as no fundo de um tabuleiro. Por cima, disponha o peixe e regue com o azeite e leve a assar por meia hora a 200 ºC. À parte, descasque as semilhas e coza-as 20 minutos em água fervente temperada com sal. Para servir, disponha o peixe assado numa travessa com as semilhas em volta, regue as cavalas com o vinagre e polvilhe com a salsa picada.

Bom apetite!

Sonhos com mel de cana


Aproxima-se o carnaval e na Madeira há muito que os sonhos e malassadas fazem as delícias das suas gentes e dos forasteiros. Aqui deixo a minha receita de alguns anos de sonhos fofos e deliciosos. Os sonhos são de fácil confecção, existem receitas variadas e podem ser servidos com um fio de mel de cana da fábrica do Ribeiro Sêco.


Ingredientes:

300 g de farinha
50 g de banha
7 ovos
2,5 dl de leite
2,5 dl de água
1 casca de limão
sal q.b.

Leve ao lume uma panela com água, o leite, a banha, a casca de limão e o sal. Deixe ferver meio minuto e retire do lume. Adicione a farinha e misture energicamente. leve de novo ao lume e mexa até a massa descolar do fundo. Deite depois num recipiente e deixe arrefecer. Junte-lhe, depois, um ovo de cada vez, amassando bem. Numa fritadeira, aqueça o óleo até os 120 ºC e deite colheradas de massa. Deixe fritar lentamente os sonhos até alourar. Escorra-os em papel absorvente e sirva com mel de cana.

Bom apetite!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Filetes de peixe-espada no forno


O prato foi confeccionado por mim na casa da Katucha, por ocasião do seu jantar de aniversário e foi degustado por seis pessoas, servindo como entrada quente. Pode servir como prato principal. Recomendo como vinho, os brancos secos Cova da Ursa ou o JP de Azeitão, ambos da Quinta da Bacalhôa do empresário madeirense Joe Berardo.

Ingredientes:

1 peixe-espada em filetes
300 grs de camarão
2 cebolas médias
2 tomates maduros
1 pimentão vermelho
100 grs de toucinho fumado
4 dentes de alho
2 limões
1 dl de vinho branco
segurelha,louro e pimenta preta q.b.
azeite q.b.

Corte os filetes em pedaços pequenos e coloque-os num recipiente. Junte o alho picado, a pimenta, o louro e a segurelha (de preferência fresca). Regue com o sumo de um limão e reserve alguns minutos. Descasque o camarão e regue com o sumo do outro limão. Corte a cebola finamente, o pimentão vermelho às tiras, o toucinho em pequenas fatias e estenda num tabuleiro. Por cima coloque os filetes cortados preenchendo na totalidade o tabuleiro. regue com azeite e o vinho branco. Por fim, coloque os camarões sobre o peixe e leve ao forno por 25 minutos a 175 graus.
Sirva com semilhas cozidas e com uma salada de alface e tomate.

Bom apetite!

Coelho malandro com Vinho Madeira


Jantares em casa dos amigos sabem sempre melhor, sobretudo quando confeccionados por alguns dos convidados. A Katucha lançou o desafio e os dois jornalistas, entusiastas da gastronomia, eu e o Marsílio Aguiar, deitámos mãos à obra. Eu abri o repasto para seis pessoas com filetes de peixe-espada no forno, enquanto o meu colega de cozinha dedicou-se ao coelho. A Katucha além de aniversariante, foi sempre uma ajudante preciosa, até porque a marinada do coelho foi toda sua. O resultado está à vista e quero partilhar este pitéu com todos os visitantes do blogue. A receita dos filetes vem a seguir. Para acompanhar os dois pratos optámos por Santa Fé de Arraiolos tinto, da Quinta da Bacalhôa, do madeirense Joe Berardo.

Ingredientes:

2 Coelhos médios
1 cabeça de alho
3 cebolas grandes
150 grs de toucinho fumado
1 Tomate
1 Garrafa de vinho branco
1/2 copo de Vinho Madeira
2 Colheres de sopa de vinagre balsâmico de Framboesa
Alecrim, segurelha, louro, manjericão q.b.
Azeite q.b.
Sal q.b.
Pimenta q.b.

O coelho deve ser preparado na véspera. Corte o coelho aos pedaços, evitando partir os ossos. Numa tigela grande, coloque o coelho e deite o sal, a pimenta, as ervas aromáticas, meia cabeça de alho (os dentes de alhos são esborrachados e colocados com a casca), o vinagre, o Vinho Madeira e por fim o vinho branco. Tape e coloque no frigorífico.
No dia seguinte, coloque numa panela grande o alho restante, o toucinho aos cubos grandes e cubra tudo com azeite. Leve ao lume e deixe fritar um pouco até o toucinho ficar louro. Em seguida, junte o coelho sem a marinada. Vá virando o coelho na panela até este começar a suar. Numa frigideira à parte, coloque a cebola picada e junte a esta o molho que escorreu do coelho, a cebola fica a vidrar em lume médio. Entretanto, junte o resto da marinada ao coelho que está em lume brando a ferver lentamente. Depois de vidrada coloque a cebola no fundo do tabuleiro que levará o coelho ao forno.
Na frigideira onde preparou a cebola, deite mais um bocadinho de azeite e vá fritando os pedaços do coelho que retira da panela, até que cada um fique bem alourado. Coloque cada pedacinho de coelho sobre a cama de cebola no tabuleiro. Por fim deite por cima a marinada, enfeite com o tomate às rodelas e leve ao forno a 180ºC durante pelo menos meia hora até alourar. Sirva com arroz branco e bróculos e cenoura cozidos.

Bom Apetite!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Filetes de peixe-espada


O peixe-espada é confeccionado de diversas maneiras, mas os madeirenses colocaram os filetes no topo da ementa e da oferta turística, visto ser servido com diversos acompanhamentos e ser de fácil degustação. A sugestão que aqui deixo é simples e pode ser confeccionada em qualquer altura do ano, com ou sem banana (que em minha opinião, nem devia ser servida como iguaria tradicional madeirense).

Ingredientes
4 filetes de peixe-espada
1 limão
Farinha q.b.
2 ovos
Óleo q.b.
Sal q.b.
Pimenta q.b.

Começe por temperar os filetes de peixe-espada com sal, pimenta e o sumo do limão. Depois passe por farinha e pelo ovo batido até ficar todo coberto. Frite em óleo abundante até ficar alourado. Se quiser pode acompanhar com banana que deve ser cortada ao meio em todo o comprimento, polvilhada com açucar refinado e gratinada no forno. Sirva com semilhas cozidas e com uma salada mista de alface e tomate. Adicione uma rodela de limão ao peixe e salsa picada finamente por cima das semilhas.

Bom apetite!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Festival de gastronomia do Vila Joya, no Algarve


Poucas horas antes do primeiro jantar do festival gastronómico do Vila Joya, no Algarve, a azáfama na cozinha é grande: mais de vinte pessoas, entre "chefs", ajudantes e estagiários, trabalham para garantir que todos os ingredientes estão prontos a tempo.
A terceira edição do festival internacional gastronómico "Tributo a Claudia" reúne no hotel e restaurante Vila Joya, em Albufeira, até ao próximo sábado, vinte "chefs" da alta cozinha europeia - todos galardoados com uma, duas ou três estrelas Michelin, um dos guias de referência que distingue os melhores restaurantes -, e que totalizam, entre si, 34 estrelas.
Ao longo de nove noites, os jantares ficam a cargo de um dos "cozinheiros" convidados pelo "chef" residente do Vila Joya, o austríaco Dieter Koschina, o único em Portugal com duas estrelas do guia Michelin.
Segunda-feira, o jantar será confeccionado a 24 mãos, quando doze cozinheiros "invadirem" a cozinha do Vila Joya, para a noite "Koschina e Amigos".
Conciliar o trabalho de tantas pessoas na cozinha, todos com ingredientes e técnicas diferentes, é "um pouco difícil" e, nestes momentos, "há algum stress", mas "todos os cozinheiros são completamente profissionais", reconheceu o "chef" residente, que garante que "há harmonia no serviço e tudo funciona".
É fundamental que cada "chef" se sinta como se estivesse a trabalhar na sua própria cozinha, o que obriga a uma logística muito complexa, quer material quer humana, e um grande esforço da organização do festival para garantir que todos tenham à sua disposição os produtos que pediram, alguns deles raros, como as trufas brancas de Alba, Itália, cujo preço por quilo ronda os cinco mil euros.
O primeiro jantar, sábado à noite, coube a Albano Lourenço, na foto, (uma estrela Michelin), do hotel Quinta das Lágrimas, em Coimbra, o único português a participar neste evento.
Os produtos começaram a ser preparados na véspera e, poucas horas antes do jantar, é altura de tratar dos legumes, confeccionar molhos, cozinhar os peixes e a carne, cozer o pão, tarefas em que todos os cozinheiros estão empenhados, entre alguma agitação, mas num ambiente tranquilo em que tudo é feito com subtileza: não há gritos nem barulhos de pratos e panelas a bater.
Subitamente, todos param para se reunirem à volta de um balcão enquanto Albano Lourenço cria, um a um, os pratos que chegarão mais tarde às mesas.
Em silêncio, como se não quisessem perturbar o processo criativo, os jovens observam atentos, de bloco de notas ou máquina fotográfica em punho, registando os gestos do "chef", que se mantém calado.
Afinal, a cozinha de Dieter Koschina é um "pequeno mundo" - cruzam-se ali todos os dias várias nacionalidades, desde alemães e austríacos a ingleses ou holandeses, italianos e portugueses - e a gastronomia é a língua que todos entendem.
A coordenar toda a operação, o subchefe de cozinha Matteo Ferrantino dispara instruções em várias línguas: em alemão, inglês, italiano ou espanhol, o responsável distribui tarefas entre os funcionários.
Quando tudo está confeccionado e chega a hora de preparar os pratos, os ajudantes criam uma espécie de linha de montagem: cada um inclui, por ordem, o ingrediente de que foi incumbido.
O menu incluiu nove pratos, com o peixe e os produtos regionais a merecer um grande destaque.
Sobre encontros como este, os "chefs" defendem que são "como uma escola", porque há uma partilha de conhecimentos e de novas técnicas entre os cozinheiros.
O festival gastronómico internacional surgiu em 2007 como "uma festa de família" para assinalar os 25 anos do hotel Vila Joya e o 10º aniversário sobre a morte da sua fundadora, Cláudia Jung, uma amante da alta cozinha, para a qual foram convidados alguns dos seus "chefs" favoritos.
O sucesso da primeira edição ditou a repetição do evento no ano passado e em 2009, sempre com novidades: a terceira edição conta já com nove noites e mais "chefs".
A oportunidade de experimentar a alta cozinha que se pratica na Europa paga-se: cada refeição custa entre 170 a 280 euros por pessoa, sem vinhos.