Metade dos restaurantes a funcionar em Portugal não reúnem as condições mínimas estabelecidas pela União Europeia para terem as portas abertas, disse o presidente da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) numa extensa entrevista publicada pelo semanário Sol. António Nunes adiantou que os que «não tiverem condições» têm de ser encerrados.
Na entrevista, que se alarga por várias páginas da revista Tabu que acompanha o semanário, (edição de Dezembro), o máximo responsável do organismo fiscalizador colocou ainda em causa a viabilidade por questões económicas de uma parte significativa dos restaurantes portugueses.
«A União Europeia tem uma média de 374 habitantes por restaurante. Em Portugal, são 131. Isto não tem viabilidade económica», defendeu o presidente da ASAE, sustentando esta posição nas queixas que lhe chegam de dentro do próprio sector: «Digo isto porque ouvi 12 mil operadores, que inspeccionei, a queixarem-se da crise».
Quando questionado sobre se muitos dos pequenos restaurantes e bares do país correm o risco de serem encerrados, António Nunes foi taxativo. «Se não tiverem condições, sim. Para se cumprirem hoje os regulamentos comunitários como estão na lei, 50 por cento dos restaurantes e cafés não estão aptos».
«Se eu matar o meu porquinho»
António Nunes recusou ainda que o organismo que lidera represente uma ameaça a alguns sectores tradicionais ligados à alimentação. «Ainda não me conseguiram demonstrar em que é que a ASAE interfere nas tradições», apontou, garantindo: «Tudo o que se fazia antigamente, dentro das casas das pessoas, continua a fazer-se; tudo o que diga respeito ao consumo, tem que estar protegido por normas de inspecção sanitária».
E deu um exemplo: «Se eu matar o meu porquinho, convidar uns amigos, e tudo isso se mantiver no domínio privado, não há problema nenhum».
Quanto à responsabilidade dos encerramentos após fiscalização da ASAE, o presidente diz que o seu organismo não é responsável pela legislação. «As perguntas têm de ser feitas a quem faz as leis e aos cientistas e técnicos que suportaram essas decisões».
António Nunes disse ainda que a ASAE não actua de «forma cega» e que há preocupação pelos inspeccionados. «Preocupa-me claro. Tanto é que cada operador que seja suspenso, nós tentamos que seja reaberto o mais rapidamente possível. Basta que as condições sejam repostas e nos contactem, que vamos logo fazer uma nova inspecção».
Meia centena de detenções, mais de 1.200 estabelecimentos fechados e cerca de 47 milhões de euros em produtos apreendidos é o balanço provisório da actividade da ASAE em 2007 (sem o mês de Dezembro), segundo o semanário Sol.
A Comissão de Aplicação de Coimas em Matéria Económica e Publicidade (CAMEP), a principal destinatária da actividade da ASAE, cobrou, em multas, um total de 1,5 milhões de euros durante todo o ano de 2007.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Sondagem: Maioria apoia restrições ao consumo de tabaco nos restaurantes
A nova lei do tabaco, em vigor há mais de um mês, restringe o consumo de tabaco em locais públicos, nomeadamente os restaurantes. À questão colocada sobre se concorda com o fim do consumo de tabaco no interior dos restaurantes, 90 por cento dos votantes respondeu afirmativamente e apenas 10 por cento manifestou-se contrário. Agradeço a participação de todos na sondagem do blog.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Gastronomia promove Madeira
Uma larga maioria dos votantes na última sondagem, cerca de 93 por cento, consideram que a gastronomia ajuda a promover o destino Madeira. Apenas seis por cento entendem que não. Estudos da Secretaria Regional do Turismo revelam que, grande parte dos nossos visitantes, depois de uma viagem curta e uma estada confortável, escolheram a gastronomia tradicional como elemento fundamental para a qualidade do destino. É urgente a criação de um roteiro gastronómico para distribuir a quem nos visita, o melhor conselho para uma refeição de qualidade e com características regionais. Bem haja a todos quantos participaram na sondagem.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Bom ano novo
Afazeres profissionais afastaram-me do blog durante alguns dias, mas fica a promessa de voltar em 2008 com mais receituário para os amigos da cozinha. Aproveito para endereçar a todos votos de uma excelente entrada no ano novo.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Carne Vinha d'Alhos
É um dos principais pratos tradicionais associados à Festa, sendo confeccionado na maioria dos lares madeirenses. Alguns restaurantes apresentam o receituário tradicional ao longo do ano, no entanto, é nesta quadra festiva que encontra maior procura. Aqui fica a minha sugestão, sabendo que este é um prato que pode ser confeccionado de muitas formas, dependendo da sua apresentação à mesa.
Bom apetite!
Ingredientes:
1 kg de lombo de porco
(ou entremeada)
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 ramo de segurelha
2 dl de vinho branco
1 dl de vinagre
sal e pimenta da terra
1 cebola
1 nabo
2 colheres de sopa de banha
750 g de semilha miúda
Corte a carne aos cubos e deixe a marinar durante dois dias com o vinho, o vinagre, os dentes de alho, a segurelha e o louro cortado em pedaços, sal e a pimenta. No dia em que utilizar a carne, refogue a cebola e a banha. Junte a carne e a marinada e deixa-se cozer com o nabo cortado às rodelas finas. A meio da cozedura da carne, junte as semilhas descascadas e deixe cozer.
Pode optar por fritar a carne com a marinada que depois vai a acompanhar o pão de casa fatiado, frito na mesma gordura da cozedura. Serve-se com semilhas descascadas e passadas como o pão e com legumes cozidos à parte.
Nota do autor: Pode dispensar a cebola, optando por cozer a carne com a marinada e reservar no frigorífico. Quando precisar de confeccionar o prato, frite simplesmente a carne e adicione as semilhas na fritura.
Bom apetite!
Ingredientes:
1 kg de lombo de porco
(ou entremeada)
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 ramo de segurelha
2 dl de vinho branco
1 dl de vinagre
sal e pimenta da terra
1 cebola
1 nabo
2 colheres de sopa de banha
750 g de semilha miúda
Corte a carne aos cubos e deixe a marinar durante dois dias com o vinho, o vinagre, os dentes de alho, a segurelha e o louro cortado em pedaços, sal e a pimenta. No dia em que utilizar a carne, refogue a cebola e a banha. Junte a carne e a marinada e deixa-se cozer com o nabo cortado às rodelas finas. A meio da cozedura da carne, junte as semilhas descascadas e deixe cozer.
Pode optar por fritar a carne com a marinada que depois vai a acompanhar o pão de casa fatiado, frito na mesma gordura da cozedura. Serve-se com semilhas descascadas e passadas como o pão e com legumes cozidos à parte.
Nota do autor: Pode dispensar a cebola, optando por cozer a carne com a marinada e reservar no frigorífico. Quando precisar de confeccionar o prato, frite simplesmente a carne e adicione as semilhas na fritura.
Arroz de lapas

É um excelente acompanhamento para pratos de peixe, ou então, como prato principal. São muitos os restaurantes que confeccionam este molusco, como entrada (grelhada e regadas com limão) ou com o arroz, sabendo que à partida que a maioria dos seus clientes aprecia o pitéu. Bom apetite!
Ingredientes
400 gr de arroz
1,5 kg de lapas
Duas cebolas
50 g de ervilhas
2 dentes de alho
1,5 dl de azeite
1 cálice de vinho Madeira
2 tomates
1 folha de louro
2 cravinhos
1 ramo de salsa
Pimenta da terra
Coza as lapas e reserve a água. Refogue no azeite a cebola e o tomate bem picado, limpo de sementes e pele, o alho, o louro, os cravinhos e a pimenta da terra. Quando bem alourado, junte o vinho Madeira e a água da cozedura das lapas (coada), na quantidade necessária para cozer o arroz. Quando levantar fervura, introduza o arroz, as ervilhas, a salsa picada e tempere com sal. Antes de o arroz estar cozido acrescente as lapas, mexa e sirva de imediato.
2 dentes de alho
1,5 dl de azeite
1 cálice de vinho Madeira
2 tomates
1 folha de louro
2 cravinhos
1 ramo de salsa
Pimenta da terra
Coza as lapas e reserve a água. Refogue no azeite a cebola e o tomate bem picado, limpo de sementes e pele, o alho, o louro, os cravinhos e a pimenta da terra. Quando bem alourado, junte o vinho Madeira e a água da cozedura das lapas (coada), na quantidade necessária para cozer o arroz. Quando levantar fervura, introduza o arroz, as ervilhas, a salsa picada e tempere com sal. Antes de o arroz estar cozido acrescente as lapas, mexa e sirva de imediato.
Sopa de Trigo

Em vários pontos da ilha a Sopa de Trigo encontra espaço, mas no concelho de Machico é uma verdadeira iguaria secular. Na famosa semana gastronómica, realizada anualmente, no Verão, este é um dos pratos mais procurados, quer por residentes, quer pelos turistas.
Agora que as temperaturas baixam consideravelmente, proponho esta sopa para aquecer a alma dos apreciadores da gastronomia madeirense. Bom apetite!
Ingredientes:
150 g de trigo
300 g de carne de porco salgada
100 g de feijão
100 g de semilha
100 g de pimpinela
3 cebolas
200 g de abóbora amarela
1 ramo de segurelha
2 pimentas
De véspera, demolhe separadamente o feijão, a carne e o trigo. No dia coloque numa panela 3 litros de água, juntamente com a carne cortada em cubos, o feijão e o trigo. Leve a lume e deixe ferver por meia hora. Decorrido esse tempo, adicione a cebola, a pimenta e a segurelha e deixe apurar por mais 10 minutos. Acrescente os restantes ingredientes e deixe cozer por mais 35 minutos, mexendo de vez em quando. Por fim, rectifique os temperos e apague o lume. Deixe repousar por 30 minutos e sirva de seguida.
Agora que as temperaturas baixam consideravelmente, proponho esta sopa para aquecer a alma dos apreciadores da gastronomia madeirense. Bom apetite!
Ingredientes:
150 g de trigo
300 g de carne de porco salgada
100 g de feijão
100 g de semilha
100 g de pimpinela
3 cebolas
200 g de abóbora amarela
1 ramo de segurelha
2 pimentas
De véspera, demolhe separadamente o feijão, a carne e o trigo. No dia coloque numa panela 3 litros de água, juntamente com a carne cortada em cubos, o feijão e o trigo. Leve a lume e deixe ferver por meia hora. Decorrido esse tempo, adicione a cebola, a pimenta e a segurelha e deixe apurar por mais 10 minutos. Acrescente os restantes ingredientes e deixe cozer por mais 35 minutos, mexendo de vez em quando. Por fim, rectifique os temperos e apague o lume. Deixe repousar por 30 minutos e sirva de seguida.
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